Jardim do Senhor do Padrão
Espaço exterior envolvente do Monumento ao Senhor do Padrão, usado em programação municipal pontual ao ar livre, incluindo eventos anunciados como acontecendo nos Jardins do Senhor do Padrão.

Jardim ao ar livre em torno do Padrão do Bom Jesus de Matosinhos, monumento nacional ligado à lenda e à devoção ao Senhor de Matosinhos.
O Jardim do Monumento ao Senhor do Padrão é um espaço exterior de Matosinhos marcado pelo Padrão do Bom Jesus de Matosinhos, também conhecido como Senhor do Padrão, Senhor da Areia ou Senhor do Espinheiro. O monumento, classificado como Monumento Nacional, é descrito pelas fontes patrimoniais como um grande alpendre com zimbório e lanternim que abriga um cruzeiro central, acompanhado por uma mesa de altar e por um fontanário em granito num nível inferior. Segundo a tradição local registada pela Câmara Municipal e pelo Património Cultural, o lugar assinala o ponto onde teria aparecido a imagem do Bom Jesus de Bouças, mais tarde Senhor de Matosinhos. A autarquia identifica-o como uma referência da cidade e da comunidade piscatória, associada em particular à homenagem de 1 de novembro aos pescadores mortos no mar. Em anos recentes, o jardim também tem surgido na agenda municipal como local de programação ao ar livre.
Espaço exterior envolvente do Monumento ao Senhor do Padrão, usado em programação municipal pontual ao ar livre, incluindo eventos anunciados como acontecendo nos Jardins do Senhor do Padrão.
Grande alpendre de planta quadrada com quatro arcos de volta perfeita, estrutura em cantaria, cobertura em cúpula/zimbório revestida a azulejos e lanternim. Abriga o cruzeiro central.
Cruzeiro ao centro do alpendre, sobre soco de três degraus, com cruz em cantaria de braços quadrangulares e face frontal revestida a azulejos com representação de Cristo crucificado.
Fontanário em granito junto à estrutura principal, em nível mais baixo do terreno, protegido por guarda de ferro e decorado com azulejos, segundo a ficha patrimonial.


A Câmara Municipal de Matosinhos data o Senhor do Padrão do século XVIII; a ficha do Património Cultural também o descreve como edificado no século XVIII.
O Arquivo Municipal de Matosinhos regista que o zimbório atual foi edificado em data posterior a 1758.
O Arquivo Municipal refere o surgimento, no local, de uma fonte de água doce em 1733, então tida como miraculosa, associada à construção mais pequena junto ao zimbório.
Segundo a Câmara Municipal e o Arquivo Municipal, o monumento esteve isolado no areal da Praia do Espinheiro/Senhor da Areia até ao início do século XX, tendo então forte impacto visual a partir de terra e mar.
O Decreto n.º 129/77 classificou o Padrão do Bom Jesus de Matosinhos como Monumento Nacional.
Notícia municipal de 6 de fevereiro de 2017 informou que o contrato de restauro tinha sido celebrado em outubro de 2016, com prazo de execução previsto de cinco meses e investimento municipal de cerca de 100 mil euros.
As fontes municipais e patrimoniais apresentam a ligação do local à lenda do aparecimento da imagem do Bom Jesus de Bouças/Senhor de Matosinhos; a descrição deve manter a formulação como tradição ou lenda, não como facto histórico comprovado.