DIOGO ZAMBUJO
à propos de l’événement
Diogo Zambujo, nascido e criado em Beja, recorda a sua infância na calma da cidade alentejana, onde, apesar da escassez de opções culturais, desenvolveu um espírito inventivo. Desde cedo, a música fez parte da sua vida: iniciou-se no conservatório, experimentando coro e piano, mas o nervosismo nas apresentações levou-o a explorar a música de forma mais íntima, especialmente o rock, influenciado pelo DVD “Elevation Tour” dos U2, que aprendeu a cantar no seu inglês próprio. Carregar o apelido "Zambujo" trouxe-lhe uma ligação intrínseca à música, especialmente após o sucesso do pai, António Zambujo. Essa herança musical tornou-se evidente por volta dos seus 14 anos, quando o público começou a associá-lo à carreira do pai. Acompanhando-o em concertos, Diogo percebeu que a música poderia ser mais do que um hobby; seria, de facto, uma profissão fascinante. As influências musicais de Diogo são multifacetadas: do lado do tio, surgiram o rock dos The Beatles e The Rolling Stones; do lado do pai, a World music, com figuras como Caetano Veloso e Chico Buarque, moldando o seu estilo e inspirando-lhe uma constante sede por descoberta musical. Diogo estreou-se oficialmente com "Escutando O Universo", uma colaboração inesperada com o pai, incentivado pela convivência próxima durante a pandemia. Este projeto inicial abriu portas para que Diogo participasse em concertos e experienciasse a vida de músico de forma mais intensa. Em Lisboa, onde se mudou aos 17 anos para estudar Comunicação Social, Diogo cultivou o gosto pela cultura e arte, o que enriqueceu o seu processo criativo, permitindo-lhe aplicar técnicas de narrativa na sua composição musical. Depois do curso, decidiu seguir uma formação em música no Hot Clube, onde começou a compreender a teoria musical de forma mais aprofundada. Durante o confinamento, Diogo encontrou coragem para partilhar as suas composições. O lançamento do single “O Mundo Sou Eu” — que integra a banda sonora do filme “Podia Ter Esperado Por Agosto”, de César Mourão — é fruto desse período introspetivo. Trabalhou nesta canção com André Santos, que compreendia tanto o seu estilo quanto as influências familiares. Diogo define o seu processo de composição como algo espontâneo e sem demasiadas revisões, preferindo a autenticidade da primeira criação. As suas letras refletem essa simplicidade e sinceridade, influenciadas pelo rock, jazz e pela música brasileira, numa fusão de estilos que traduz o seu percurso e as suas referências. Além dos projetos em nome próprio, Diogo continua a colaborar com a sua banda, os VAT, onde exprime o seu lado rockeiro. Recentemente, Diogo Zambujo editou o single “Amor Sem Nome”, uma balada introspetiva que se destaca pela simplicidade e sinceridade emocional. A canção, nascida de uma antiga paixão dos tempos de liceu, marca o seu primeiro exercício em "romantizar uma história". Nela, Diogo recorda um amor juvenil, que perdeu o encanto à medida que ele e a sua musa se transformaram na passagem para a vida adulta. O pianista e produtor André Santos teve a ideia de trabalhar a canção ao piano, um arranjo que trouxe uma profundidade dramática e melancólica à canção, refletindo a vulnerabilidade de um desamor. Este single é o exemplo perfeito do estilo minimalista de Diogo: melodias simples e letras profundas, explorando sentimentos universais de forma poética. “Amor Sem Nome” integra-se no projeto de Diogo para lançar um álbum no próximo ano, sendo parte do seu percurso de autoexploração musical e literária, onde o músico procura misturar as suas influências do rock, jazz e da música brasileira numa identidade única.
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